segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

                                                                   
Resultado de imagem para imagem de escritores 
Artigo:  
A necessidade da Educação tornar a Escola mais envolvente para o aluno adolescente. Parte 1
Por: Noeli Aurélio Paulino de Oliveira








Atualmente, fala-se de forma recorrente sobre a necessidade de se suscitar no aluno uma formação integral, voltada, não apenas para a aquisição de conteúdos, mas resultadora de um cidadão autônomo, com capacidade de análise e crítica, comprometido com a sociedade na qual está inserido.

É igualmente recorrente a queixa entre os educadores sobre a falta de interesse e o baixo comprometimento do aluno, especificamente, os adolescentes com os estudos.

É fundamental perceber o desafio em tornar a escola um ambiente atraente e envolvente para essa faixa-etária. Em palestra realizada para educadores em São Paulo, Silvio Meira, cientista chefe do Centro de Estudos dos Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) e professor titular de Neurobiologia da Universidade Federal de Pernambuco, abordou os desafios da Educação diante da tecnologia e afirmou:


A conectividade é um dos               principais meios para a interação e geração de conhecimento. Para Meira, as escolas devem criar mecanismos para atrair os alunos da chamada geração digital para dentro das salas de aula.

           Outrora os adolescentes não tinham acesso tão dinâmico às informações, o que torna o desafio da escola muito maior, pois a mediação e a contextualização desse conhecimento adquirido precisam ser realizados de forma a sobrepujar aquilo que o aluno considera 
 suficiente e desnecessário de ser buscado numa instituição de ensino.  
           Silvio Meira (2010) afirma que  o nosso desafio hoje é fazer com que as escolas sejam mais atraentes que a lan house da esquina, pois alunos saem das salas de aula para a lan 

house só por causa da linguagem. Portanto, diante dessa nova 'literatura', dessa nova 

capacidade de entender o mundo, o desafio é saber como podemos usar o ambiente de 

ação, de oportunidades e aprendizados, que convencionamos de educação, sem ter 

dificuldade de ensinar para as crianças o que ele é. O cientista continua: 
                                                                                                             
Não precisamos ensiná-los a usar a internet, a jogar, o professor pode continuar a fazer o que estava fazendo. A linguagem está 'atacando' a escola e precisamos saber como absorvemos isso, já que não vamos conseguir tirar isso (o acesso e interesse à tecnologia) das crianças, dos adolescentes. Temos de refletir sobre isso numa intensidade muito grande", afirmou Meira após a palestra que integrou a programação do seminário "Redes e Sustentabilidade", promovido pela Fundação Telefônica.



Além do desafio da tecnologia a escola precisará acompanhar e atuar de forma sistemática sobre o desânimo peculiar do adolescente e de que fora da instituição, esse aluno poderá se perceber como parte ativa e construtiva da sociedade.

O neurocientista Miguel Nicolelis, professor titular de Neurobiologia e codiretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University, nos Estados Unidos, que também fez uma palestra no seminário, defendeu a ciência como agente de transformação social.

Nicolelis, que já foi considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo, lidera o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte, que mantém a Escola Alfredo J. Monteverde, com unidades em Natal e Macaíba. A missão é oferecer educação científica a crianças e adolescentes da rede pública, com idades entre 11 e 17 anos.


Dar sentido ao que se aprende e se apreende, para o adolescente, tornar a escola um ambiente de afloração de ideias e base de pesquisa, torna-la atraente envolvente para essa faixa etária, é o dever da escola.

Nenhum comentário:

Postar um comentário